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Pedófilo preso em Manaus se passava por criança para obter fotos íntimas de adolescentes, diz polícia

Um homem de 43 anos foi preso nesta quinta-feira (12/03) por divulgação e armazenamento de material envolvendo exploração sexual de crianças e adolescentes, além do aliciamento de menores pela internet. A prisão foi efetuada no bairro Centro, zona sul de Manaus.

Rastro digital pelo Pix

De acordo com a delegada Mayara Magna, as investigações tiveram início após uma denúncia registrada no estado de São Paulo, envolvendo uma criança de 10 anos que teria sido aliciada pelo suspeito por meio das redes sociais.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), cruzaram fronteiras estaduais.

Durante a abordagem virtual, a vítima chegou a realizar um pix no valor de 100 reais, transação que ajudou os investigadores a identificar e localizar o suspeito em Manaus. O investigado utilizava perfis falsos em redes sociais para se aproximar de crianças e adolescentes. Ele se passava por menores de idade, geralmente afirmando ter entre 11 e 14 anos, para ganhar a confiança das vítimas”, detalhou a autoridade.

Tática do ‘Grooming’ e manipulação psicológica

O suspeito não agia de forma direta ou abrupta. Ele aplicava o chamado Grooming, uma técnica de manipulação onde o predador cria um vínculo emocional e de confiança com a criança antes de iniciar a exploração de fato.

Após conquistar a confiança, o suspeito solicitava o envio de imagens íntimas. Em alguns casos, ele também enviava fotos de crianças nuas às vítimas para estimular o compartilhamento de conteúdo semelhante”, explicou a delegada Mayara Magna. A perícia agora se volta para o aparelho celular apreendido durante a busca e apreensão, que pode revelar novas vítimas na Bahia e em outros estados, evidenciando que os crimes virtuais não possuem limites geográficos.

Histórico de crimes sexuais

A periculosidade do indivíduo já era conhecida pela Justiça. Durante a operação, a polícia identificou que contra ele já existia uma sentença condenatória de 23 anos de reclusão em regime fechado pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e roubo.

No momento da prisão, constatamos ainda que o homem utilizava tornozeleira eletrônica, possivelmente relacionada a outros processos criminais aos quais ele responde”, citou a delegada. No interrogatório, o homem preferiu manter o silêncio constitucional, não explicando sequer a origem do dinheiro recebido da criança de 10 anos.

O detido responderá inicialmente por armazenamento, aliciamento e divulgação de material pornográfico. A polícia alerta que, caso a perícia confirme interações mais graves, ele poderá ser indiciado também por estupro virtual.

Fonte AMPOST

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