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Denúncia aponta que Refinaria da Rede Atem aumentou preço do diesel em quase R$ 2 em apenas 10 dias no Amazonas

Uma denúncia realizada na última sexta-feira (13) aponta que a Refinaria da Amazônia, operada pela Rede Atem, teria promovido um aumento de quase R$ 2 no preço do diesel em um intervalo de apenas dez dias no Amazonas. O reajuste expressivo levantou questionamentos sobre a formação de preços do combustível no estado e os impactos diretos para consumidores e setores que dependem do transporte de cargas.

De acordo com o levantamento apresentado, o valor do diesel sofreu um aumento acumulado de R$ 1,94 no período analisado. A variação representa uma alta de aproximadamente 38%, percentual considerado elevado para um intervalo tão curto.

A denúncia foi divulgada pelo vereador Rodrigo Guedes (PP), que apresentou dados sobre a evolução recente do preço do combustível no estado.

Reajuste no estado supera aumento nacional

Outro ponto destacado na análise é a diferença entre o aumento registrado no Amazonas e o reajuste anunciado nacionalmente.

Enquanto a Petrobras aplicou um aumento médio de cerca de 11% no diesel em todo o país, o percentual apontado no levantamento local é significativamente maior. Na prática, o reajuste no estado teria sido aproximadamente 27% superior ao aumento aplicado pela estatal.

Em valores absolutos, a diferença seria de cerca de R$ 1,54 a mais do que o aumento praticado nacionalmente.

A disparidade reforçou críticas sobre a dinâmica de preços no mercado regional de combustíveis, especialmente considerando as particularidades logísticas da região Norte.

Mudanças no mercado após venda da refinaria

O cenário do mercado de combustíveis no Amazonas passou por mudanças relevantes nos últimos anos. Em 2022, a Refinaria da Amazônia (REAM) foi adquirida por uma empresa privada do setor de combustíveis, ampliando sua atuação no estado.

Com a aquisição, a companhia passou a operar em diferentes etapas da cadeia do combustível, incluindo refino, distribuição e revenda. Essa estrutura concentrada em várias etapas do mercado tem sido apontada por especialistas como um fator que pode influenciar diretamente a formação de preços.

Nesse modelo, reajustes aplicados na refinaria podem repercutir rapidamente nas etapas seguintes da cadeia, chegando com mais velocidade aos postos de combustíveis.

Redução de impostos não resultou em queda

Outro fator que chamou atenção foi o momento em que ocorreu parte do reajuste.

Na quinta-feira (12), o governo federal anunciou a redução a zero de impostos federais sobre o diesel. A medida tinha como objetivo reduzir o preço do combustível em aproximadamente R$ 0,64 por litro para os consumidores.

No entanto, no dia seguinte à medida, foi registrado um novo aumento no valor do diesel na refinaria, desta vez de cerca de R$ 0,71.

A coincidência entre a redução de impostos e o novo reajuste acabou intensificando as críticas e ampliando o debate sobre a política de preços do combustível no estado.

Impactos diretos para consumidores e economia

O diesel é considerado um combustível estratégico para a economia do Amazonas. Grande parte do transporte de mercadorias, alimentos e combustíveis na região depende diretamente dele, seja por meio do transporte rodoviário ou fluvial.

Por esse motivo, aumentos significativos no valor do diesel costumam gerar efeitos em cadeia na economia local. Entre os impactos mais comuns estão o aumento do frete, elevação do preço de alimentos e encarecimento de serviços básicos.

No Amazonas, onde muitos produtos precisam percorrer longas distâncias para chegar aos centros urbanos, a variação no custo do combustível pode afetar diretamente o bolso dos consumidores.

Debate sobre transparência no preço do combustível

A situação reacendeu discussões sobre a transparência na formação de preços dos combustíveis no estado. Especialistas defendem maior clareza sobre os critérios utilizados para definir os reajustes, especialmente em mercados com menor número de operadores.

Entre os fatores que normalmente influenciam o preço final estão custos logísticos, importação de combustível, margem de distribuição e condições do mercado internacional.

Enquanto o debate avança, consumidores e setores produtivos seguem atentos às variações no preço do diesel, considerado um dos principais motores da economia regional.

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