O estudante de Direito João C. C. Júnior, acusado de assassinar a professora e escrivã de polícia Juliana Santiago, de 35 anos, foi levado à audiência de custódia neste sábado (7), em Porto Velho (RO). Após a análise do caso, o Judiciário converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto as investigações avançam.
Com a decisão, ele será transferido para o presídio e permanecerá à disposição da Justiça, sem direito de responder ao processo em liberdade.
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Crime causou comoção em Rondônia
O caso gerou forte repercussão no estado e em todo o país. Juliana Santiago foi morta na noite de sexta-feira (6), dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), onde lecionava.
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 20h, após o encerramento da aula. Testemunhas relataram momentos de pânico e correria no campus universitário.
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Suspeito foi preso no local
O estudante tentou fugir após o ataque, mas foi contido por um aluno de uma sala vizinha, que é policial militar. Ele conseguiu alcançar o suspeito e realizou a prisão ainda dentro da instituição, até a chegada das equipes policiais.
A professora chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de dar entrada no Hospital João Paulo II.
Investigação apura motivação do crime
Inicialmente, ao ser detido, o suspeito alegou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e afirmou que teria agido motivado por ciúmes. Essa versão, no entanto, não foi confirmada oficialmente.
Na delegacia, orientado pela defesa, o estudante optou por permanecer em silêncio durante o depoimento, o que levantou dúvidas sobre a veracidade da versão apresentada no momento da prisão.
Possível relação com reprovação acadêmica
Informações apuradas durante a investigação e relatos de colegas indicam que o crime pode ter sido motivado por uma reprovação na disciplina ministrada por Juliana Santiago. Segundo essas informações, o aluno teria sido reprovado por uma diferença mínima na nota final.
A Delegacia de Homicídios segue responsável pelo caso e trabalha para esclarecer a real motivação do crime, que é tratado como feminicídio.