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“Não foi briga, foi execução”, diz tio de jovem morto após agressão

A morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, confirmada neste sábado (7), reacendeu a comoção e o debate sobre violência entre jovens no Distrito Federal. Internado desde o dia 22 de janeiro após ser agredido, o estudante não resistiu às complicações e faleceu após mais de duas semanas na UTI.

Horas após a confirmação do óbito, o tio da vítima, o fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury, falou com a imprensa e afirmou que o caso não pode ser tratado como uma simples briga.

“Não foi briga, foi algo planejado”, diz tio

Em entrevista, Flávio Henrique afirmou que há indícios de que o adolescente tenha sido alvo de uma emboscada motivada por ciúmes. Segundo ele, os envolvidos teriam aguardado o momento em que Rodrigo estivesse sozinho para agir.

Para o familiar, a diferença física entre os jovens e a dinâmica dos fatos afastam a hipótese de uma agressão impulsiva. Ele cobra que a investigação avance e que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

Mãe da vítima enfrenta momento de luto

Flávio revelou que a mãe de Rodrigo, Rejane, ainda não conseguiu conversar com familiares mais próximos. Segundo ele, o impacto emocional da perda tem sido profundo.

A família afirma que seguirá acompanhando o caso e cobrando providências para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

Quem era Rodrigo Castanheira
Rodrigo morava no Distrito Federal e estudava no Colégio Vitória Régia. De acordo com familiares, ele era um jovem ativo, com forte ligação com o esporte, especialmente o futebol.

Amigos, parentes e colegas realizaram vigílias em frente ao Hospital Brasília, em Águas Claras, durante o período de internação, em uma demonstração de apoio à família.

Investigação e versões sobre o caso

Segundo a Polícia Civil, o episódio teve início após uma discussão entre adolescentes. A investigação apura a conduta do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, apontado como autor da agressão que levou à morte do jovem.

O delegado responsável pelo caso afirmou que há elementos que indicam comportamento violento anterior por parte do investigado, o que reforça a gravidade da ocorrência.

Inicialmente detido e liberado após pagamento de fiança, o suspeito teve a prisão preventiva decretada no dia 30 de janeiro e permanece à disposição da Justiça. O caso é investigado como lesão corporal seguida de morte, mas a tipificação penal ainda pode ser revista conforme o avanço das apurações.

Fonte: AM POST

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